Como funcionam as lâmpadas fluorescentes?

A utilização das lâmpadas fluorescentes está quase que totalmente imersa no dia a dia da população, pois, com as obrigatoriedades estipuladas pelo portaria n° 1007, o uso deste tipo passou a ser intensamente buscado. Mas, você sabe como estas lâmpadas funcionam? Quais os elementos que contém dentro do tubo de vidro e os perigos que ele pode causar? Vamos conhecer como se dá o processo de funcionamento neste artigo.

Sua introdução no mercado consumidor ocorreu em 1938, ao ser criada por Nikola Tesla, onde passou a fazer parte da vida de grande parte da população, devido a sua grande eficiência ser remetida em forma de luz, e não de calor. Como forma de reduzir a utilização das lâmpadas incandescentes e trocá-las por modelos fluorescentes, foram propostas algumas ações, dispostas na Portaria n°1007 de 31 de dezembro de 2010. Estas medidas visam elevar a comercialização e utilização das lâmpadas mais eficientes, como as fluorescentes, que são mais compactas e alógenas. E para saber como foram inventadas as lâmpadas, clique aqui.

Funcionamento e eficiência

Estas lâmpadas são responsáveis pela conversão de energia elétrica em luz, através de algumas reações químicas.  Em seus tubos de vidro, possuem uma pequena porção de mercúrio juntamente com um gás, tipicamente o argônio, mantidos sob pressão muito baixa. Em sua composição, as lâmpadas também levam um revestimento de fósforo em forma de pó na parte interna do tubo. Os eletrodos, por sua vez, localizados em cada extremidade, são conectadas a um circuito elétrico e ligados a uma alimentação de corrente alternada.

Quando se liga a lâmpada, dando início ao processo de produção da luminosidade, a corrente elétrica fluida até os eletrodos, faz com que os filamentos se aqueçam e emitam elétrons, fazendo com que se inicie a ionização do gás. Outra peça muito importante neste processo é starter (ou disparador), que é responsável por interromper este circuito, de forma automática, desligando o aquecimento destes filamentos. Neste momento, o reator, também ligado a lâmpada, produz imediatamente um impulso de alta voltagem, iniciando a descarga no argônio. Esta descarga, por sua vez, aquece e vaporiza o mercúrio, cuja sua maior porção é em estado líquido.

Veja neste vídeo como ocorre o processo de formação da luz:

Por conseguinte, os elétrons provindos do filamento chocam-se com as moléculas de gás mercúrio presentes no tubo, causando, além da sua energização, uma ionização dos átomos. Ionizados, os átomos do gás se aceleram devido a voltagem dos terminais e, ao se chocarem, provocam mais energizações. Em meio a este processo químico produz-se radiação ultravioleta (UV) que, ao se chocar com o revestimento do tudo da lâmpada (pó de fósforo), origina-se a luz visível.

Além do custo relativamente maior que as lâmpadas incandescentes, as fluorescentes possuem uma longa vida útil, consumindo menos energia elétrica e não gerando calor. Sua economia gira em torno de 80% na lâmpada de 15W, compara a uma incandescente de 60W. Estas características como durabilidade e eficiência acabam por fazê-la mais vantajosa, pois apresenta uma boa relação custo x benefício.

Poluição

Mesmo com todos estes benéfico referentes a sua utilização, a questão da poluição gerada por estas lâmpada, caso descartada de forma indevida, é assustadora. Sendo descartada normalmente em aterros sanitário ou no lixo comum, os elementos contidos em sua composição, como mercúrio e fósforo, são consideradas contaminantes para o solo e meio ambiente. Desta forma, estas acabam por poluir o ar, solo, lençóis freáticos, rios, animais e até o ser humano, comprometendo a cadeia alimentar.

Seu descarte consciente, portanto, deve ser feito em postos de coletada especializados, responsáveis por retirar o mercúrio das lâmpadas fluorescentes, eliminando assim a possibilidade de contaminação. Além disso, hoje já existem inúmeras campanhas em prol do meio ambiente que realizam a coleta destes objetos, facilitando e influenciando o descarte de forma correta. Em caso de quebra do tubo de vidro e vazamento dos elementos tóxicos, o material deve ser isolado e comunicando seu rompimento no momento da coleta.

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